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Em FREEBIE, LIFESTYLE

Freebie: calendário 2018

free printable 2018 calendario gratis download

Já faz uns dois anos que eu crio um calendário a cada ano, tanto como uma forma de melhorar minhas habilidades como designer quanto para ter algo feito por mim mesma. E é sempre um processo divertido e interessante.

Para o calendário do ano que vem, eu queria algo mais significativo e que tivesse alguma conexão com a sociedade e com os meus ideais. E como o feminismo tem sido uma parte importante da minha vida nos últimos anos, foi natural escolher um conceito relacionado a ele.

Então eu passei alguns dias pesquisando e tentando encontrar um jeito de fazer deste projeto uma homenagem a uns mulherões da porra, ao mesmo tempo em que fosse algo que nos inspirasse – não só às mulheres, é claro – a fazer coisas incríveis em 2018. — Espero que o objetivo tenha sido alcançado!

Na página de cada mês você vai encontrar uma mulher incrível, uma frase dita por ela e, além do calendário propriamente dito, espaço para colocar seus objetivos, tarefas e sua lista dos 12 Novos. Mas, calma, eu explico esse último item logo, logo…

12 Novos é um projeto que criei uns dois anos atrás para me fazer completar as coisas na minha lista de metas – que eu costumava largar pela metade sempre. Então eu basicamente escolhi algumas coisas que queria fazer todo mês e, assim, teria ao menos 12 novas experiência de cada categoria ao fim do ano.

E o legal é que não importa se estamos falando de ler um livro ou largar o emprego: só de se dar a chance de fazer coisas e ver que você as concluiu no fim do período de doze meses já vai te dar uma sensação de conquista incrível.

Bom, é isso aí! Para baixar, basta clicar na imagem de download, ali embaixo. O arquivo está completo e pronto para impressão no formato A4.Espero que vocês gostem tanto do calendário quanto eu gostei de criá-lo. 🙂

 

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Em LIFESTYLE, Papo de Quinta

Trabalhar para viver ou viver para trabalhar?

trabalhar para viver ou viver para trabalhar, por jessica cirino

Uma coisa que sempre me deixou impregnada de um misto de curiosidade, espanto e frustração é a tal mania que muitas pessoas têm de achar bonito viver para trabalhar.

Aquele orgulho de se ver sempre correndo, gerenciando múltiplos projetos, trocando água por café e energético, internalizando aquela (péssima) filosofia de que é no sufoco e na correria que a “mágica” é feita:

“A gente trabalha no momento; é tudo timing”.

“Nem tudo pode ser planejado”.

“Para ficar foda, é preciso dar o sangue”.

E todo aquele papo que a gente vive escutando por aí.

A justificativa é que aquilo tudo não é só por eles, pela própria carreira; é pelo time, pela missão. Estão trabalhando a mais para justificar o desinteresse e a falta de motivação do resto da equipe. São heróis.

E você, que preza pela sua saúde, pelo seu bem-estar, pela sua sanidade, e se recusa a colecionar horas extras, a virar noites correndo com o trabalho (que, com um pouco mais de planejamento, poderia ter sido feito com calma), se torna o vilão.

Não veste a camisa do time, é preguiçoso, não tem vontade de crescer; só faz o que está na sua descrição de cargo.

E aí você vai sendo coagido, se sente culpado por não trabalhar tanto quanto os outros.

Saiu do escritório antes das 20h? “Nossa, que vida boa!”.

Tá livre no sábado? “Uau, como faz para conseguir um cargo desses?”.

E ai de você se reclamar um pouquinho que seja dos vários projetos que está tocando dentro do “horário comercial”. Acha isso trabalho? Não sabe que eles fazem isso e muito mais?!

E os “heróis” da vida real se inflam de orgulho para falar sobre como estão cansados, porque só saíram da mesa de trabalho à meia noite ou nem mesmo chegaram a ir para casa.

E falam sobre como foi sofrido concluir cada projeto. Um paradoxo curioso, na minha humilde opinião: ao mesmo tempo em que reclamam sobre como nem sabem mais o que é dormir, sentem-se orgulhosos pelo sacrifício que são capazes de fazer pelo bem maior.

Não estão fazendo nada pelo mérito e sim pela equipe, mas não perdem a oportunidade de falar em alto e bom som sobre o Quanto. Eles. Trabalham… Coitados!

trabalhar para viver ou viver para trabalhar, por jessica cirino

Mas ninguém pediu por isso.

Ninguém disse que, para subir na carreira, fazer um projeto dar certo e garantir que o time cresça, você precisa abrir mão da sua vida.

Ninguém disse que é preciso parar de dormir, se alimentar bem, passar tempo com a família e os amigos, se sentir feliz em trabalhar e estar com a saúde em dia para que as metas sejam cumpridas.

Então, eu estou com a turma que prefere equilíbrio, que acredita que planejamento e bom senso são a chave para conseguir realizar as tarefas com calma e eficácia, e que, se não der pra fazer tudo, tá tudo bem.

Quando eu estiver mais velha e a saúde não for mais tão forte, e o tempo, o bem mais precioso que temos, for escasso, espero poder olhar para trás e me sentir orgulhosa da forma como o usei.

Claro, quero poder dizer que trabalhei duro para conquistar as coisas que tenho.

Mas também espero poder dizer que eu vivi.

Então, podem me chamar de preguiçosa e sem ambição, mas não voujamais, me desculpar por não querer viver para trabalhar.

(Ah, aos heróis que não lerão este texto porque não sabem o que é descanso ou estão trabalhando muito duro: meus sentimentos. Espero que, um dia, as coisas melhorem para vocês).


P.S.: Texto repostado da publicação que fiz, essa semana, para o meu perfil no Medium.

 

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